1ª Dinastia Egípcia 1


Narmer ou Menés - 1º Unificador do Baixo e do Alto Egito - Pesquisador Urandir

Narmer - Escultura - Pesquisador UrandirA primeira dinastia de faraós egípcios faz parte, juntamente com a segunda dinastia, da Época Tinita (os Hórus tinitas – por terem origem em Tinis, no Alto Egito) ou período arcaico da sua história, indo do ano de 3150 a.C. até 2687 a.C (variando estas datas conforme as fontes bibliográficas).

A primeira e segunda dinastia são, ainda, unidas sob a designação de “Período Protodinástico”, sendo antecedida, por alguns autores, de uma Dinastia 0.

Começou com a unificação do Alto Egito com o Baixo Egito. Formava-se, assim, um reino que ia da primeira catarata em Assuã até o Delta do Nilo, ao longo deste rio.
Os documentos históricos que nos chegam desta época são escassos, reduzindo-se a alguns monumentos e alguns objetos que ostentam o nome dos governantes. A chamada “paleta de Narmer” é, sem dúvida, destes objetos, o mais importante e mais discutido. Uma das razões para esta falta de documentação deve-se ao fato da escrita estar, então, em desenvolvimento, não existindo na forma acabada dos hieróglifos que conhecemos hoje.

Grandes túmulos reais em Abidos, Neqada e Saqqara, juntamente com os cemitérios em Helouan, perto de Mênfis, revelam estruturas construídas em grande parte de madeira e tijolo de adobe. A pedra era, parcamente, utilizada no revestimento de paredes e do chão. A pedra era aplicada essencialmente na manufatura de ornamentos, recipientes e estátuas.

Lista de Faraós

A primeira dinastia foi composta pelos seguintes faraós (por ordem cronológica):

Lista de Faraós da I Dinastia Egípcia - Pesquisa Urandir

 

 

Um dos poucos artefatos dessa dinastia é a Paleta de Narmer.

paleta de Narmer - Pesquisador UrandirA paleta de Narmer, que se encontra atualmente no Museu egípcio do Cairo, retrata o Faraó usando as duas coroas (Baixo e Alto Egito) em momentos distintos. Alan Gardiner, um dos maiores especialistas em Hieróglifos, disse que as imagens mostram claramente o Faraó sendo saudado como o conquistador do Baixo Egito. A paleta era um artefato muito comum no antigo Egito e servia como base para misturar tintas, cremes e óleos que se aplicavam ao corpo. Pensa-se que foi Narmer que unificou o Egito, mas segundo o historiador egípcio Maneton o primeiro unificador teria sido um Faraó de nome Menés. Para muitos estudiosos, Narmer e Menés seriam a mesma pessoa, e Menés seria a forma grega de escrita do nome Narmer.

A unificação do Egito foi um trabalho intenso de pacificação entre os dois lados. Narmer e os Faraós seguintes casaram-se com princesas do Baixo Egito a fim de mostrar união entre os lados. A ideia não era demonstrar superioridade, e sim mostrar que a unificação fortaleceria o Egito. Porém mesmo com todo esse esforço a 1ª dinastia ficou longe de estar totalmente pacificada. O primeiro Faraó da 2ª dinastia, para o qual o nome de Hórus é Hetepsekhemui e significa “os dois poderes estão em paz”, reafirmou o momento tumultuado que o fim da 1ª dinastia sofreu e mostrou a sua vontade de acalmar os ânimos da população.

Mesmo com o esforço de alguns para tentar soluções pacíficas, outros fizeram frente às regiões. Peribsen, Faraó Coroas do Faraó - Pesquisador Urandirda 2ª dinastia, na tentativa de acabar com a rivalidade entre o Alto e o Baixo Egito ou almejando mostrar o poder do Alto Egito (há muitas divergências sobre a real finalidade), escolheu o Deus Seth ao invés de Hórus e nas representações de seu nome usava o animal associado a Seth (deus do Alto Egito), abolindo totalmente o até então principal deus, Hórus. Vale ressaltar que Hórus, mesmo sendo o deus do Baixo Egito, foi escolhido por Narmer como divindade, muito provavelmente a fim de mostrar que realmente a unificação seria uma união entre os lados.

O Faraó Khasekhemui foi o sucessor de Peribsen e pouco se sabe sobre a sua vida, mas foi o único faraó da história a ter os dois deuses, Hórus e Seth, em seu Serekh, sendo essa mais uma tentativa de mostrar ao povo a ideia de unificação. Depois da morte de Khasekhemui, o Deus Seth foi retirado de seus Serekhs, passando Hórus a ser novamente a divindade principal. Seth, de modo geral, começava a ser visto como um deus maligno, sendo associado às inúmeras mortes necessárias para a unificação. Durando um longo período, a união entre o Baixo e o Alto Egito passou por uma instabilidade política na 7ª dinastia, quando diversos reis assumiram o poder em um espaço curto de tempo.


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