6ª Dinastia Egípcia


Estatueta de Pepi II no colo de sua mãe Ankhnesmeriré II - Sexta Dinastia - Pesquisador UrandirA VI dinastia egípcia é habitualmente considerada como a última dinastia do ImpérioEstatua do faraó Pepi I - Sexta Dinastia - Pesquisador Urandir Antigo, precedendo um período de decadência política e social a que se denomina Primeiro Período Intermediário.

Durante a VI dinastia a capital do Egito continuou a ser a cidade de Mênfis.

A cronologia da VI dinastia varia de acordo com os pesquisadores. Josep Padró situa-a entre 2345 e 2173 a.C.; Jürgen von Beckerath entre 2322 e 2191 e Jaromir Malek entre 2311 e 2140.

De uma maneira geral, considera-se que a VI dinastia teve sete reis, entre eles uma mulher, a rainha Nitócris.

No que diz respeito a estes monarcas, todos estão atestados por evidências arqueológicas, com exceção de Merenrê II e Nitócris que apenas são referidos nas listas reais.

O primeiro rei da VI dinastia foi Teti, cuja esposa, Iput, seria uma filha do último rei da V dinastia, Unas. Um dos reis mais importantes desta dinastia, Pepi II, teve um dos reinados mais longos da história do Antigo Egito, 94 anos.Pirâmide de Teti em Sakara - Sexta Dinastia - Pesquisador Urandir

Foi precisamente durante o reinado de Pepi II que se verificou um processo de desagregação do poder real que já se tinha manifestado na época da V dinastia. Os cargos de alto funcionário passaram a ser transmitidos de forma hereditária em vez de ser o rei a nomear esses funcionários.

Os nomarcas (governadores dos nomos, ou seja, províncias) tornaram-se senhores absolutos das suas regiões, tomando título reservados à administração central, como o de vizir.

Ao mesmo tempo alguns templos adquiriram um estatuto de imunidade graças ao qual se libertavam da obediência à administração central e ao pagamento de impostos.

Outro fator que se julga ter contribuído para a decadência do Egito Restos da pirâmide do faraó Pepi II - Sexta Dinastia - Pesquisador Urandirfoi a mudança climática.

Arte e arquitetura

A nível da arte e da cultura mantém-se os mesmos padrões da dinastia precedente.

Os reis continuaram a tradição de mandar construir pirâmides para servirem como os seus túmulos (embora numa dimensão inferior às da IV dinastia, época de glória da construção piramidalCaixa em marfim com o nome de Merenré I. Museu do Louvre - Sexta Dinastia - Pesquisador Urandir) enquadradas num complexo funerário onde se incluíam o templo do vale e o templo funerário.

A necrópole escolhida pela maioria dos reis da VI dinastia foi Saqqara. A construção de templos solares, realizada pelos reis da V dinastia, não foi continuada.

Economia

Os contatos comerciais do Egito com regiões como Biblos e o Punt, de onde vinham produtos exóticos, permaneceram ativos.

A exploração mineira também continuou, nomeadamente as minas de cobre e turquesa de Uadi Maghara, no Sinai (reinados de Djedkaré Isesi, Pepi I e Pepi II), bem como a exploração do alabastro em Hatnub (reinados de Teti, Pepi I e Pepi II).Teti ou Keti - VI dinastia - Pesquisador Urandir

Aprofundou-se penetração egípcia na Núbia, tendo os principados da região de Dongola caído sob influência egípcia. É a partir da VI dinastia que se começam a empregar Núbios como mercenários no exército e nos corpos de vigilância fronteiriços.

Lista de faraós

  •     Teti
  •     Userkaré
  •     Pepi I
  •     Merenré I
  •     Pepi II
  •     Merenré II
  •     Nitócris

 

Lista de Faraós da VI Sexta Dinastia Egípcia - Pesquisador Urandir

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