Teria mesmo Michelangelo deixado mensagens secretas na Capela Sistina?


Deus no momento da criação em uma representação de um cérebro- Michelangelo - capela Sistina - arquivo de pesquisa urandir 2015

Deus no momento da criação em uma representação de um cérebro- Michelangelo – capela Sistina – arquivo de pesquisa urandir 2015

Teria Michelangelo deixado mensagens ocultas nos afrescos com que decorou a Capela Sistina no início do século XV? Foi uma reação do gênio renascentista contra o imenso poder que a Igreja Católica tinha em seu tempo? Teria tentado ele, talvez assinalar o homem como ser superior a divindade ou a ciência como doutrina superior à religião? O que foi que ele tentou nos dizer a partir de sua arte? Estas são algumas das questões que o restaurador Silvio Goren tenta explicar em seu livro “As mensagens escondidas de Michelangelo no Vaticano”.
Sivio Goren professor de  Licenciatura em Conservação e Restauração de Bens Culturais do Instituto Univesitário Nacional da Arte- não é o único. Há vários textos que apóiam a idéia de que Michelangelo pintou a Capela Sistina muito mais do que pode ser vista a olho nu. As diversas teorias são diferentes, mas não contraditórias. “Michelangelo pintou a Capela Sistina, no século XVI, época em que tanto a religião quanto a ciência acreditavam ter a verdade absoluta”, diz Goren. E desliza a ideia de que, talvez, o artista tentou nos dizer que, tanto a religião como a ciência, eram parte da mesma coisa: O cérebro humano”

Mensagens ocultas de Michelangelo na Capela Sistina - arquivo pesquisador urandir 2015

Mensagens ocultas de Michelangelo na Capela Sistina – arquivo pesquisador urandir 2015

No centro do teto da Capela Sistina, Michelangelo pintou nove cenas que narram o livro de Gênesis. Destes, o mais conhecido é a criação de Adão, ou Adam como também é conhecido nas escrituras sagradas e também muito bem didaticamente explicado pelos sumérios na criação da raça Adâmica. A cena representaria o exato momento em que, segundo a tradição judaico-cristã, Deus deu a vida ao primeiro homem.
À primeira vista, Deus e Adão são os únicos personagens, mas de acordo com Goren, que se baseia na teoria de que Frank Lynn Meshberger, que a publicou na década de 90 no Jornal da Associação Médica Norteamericana- há algo escondido na imagem: o manto encerrando a figura de Deus representa quase exatamente o modelo de um cérebro humano, artérias, glândulas e nervos ópticos, visto em seu corte lateral. Isso viria a concatenar com a idéia da criação suméria ser a criação genética da raça humana.
Para Meshberger, isso significaria que Michelangelo indicaria que Deus deu a Adão não só a vida, mas também a inteligência, Goren apoia esta teoria e fornece um ponto de referência. Afirma que na imagem, vemos um anjo triste, a única expressão

Imagens ocultas na Capela Sistina podem significar um cérebro humano - arquivo pesquisador urandir 2015

Imagens ocultas na Capela Sistina podem significar um cérebro humano – arquivo pesquisador urandir 2015

de tristeza que aparece em toda abóboda da capela, diz ele, e o mais interessante é que , conforme Meshberger, “está localizada na área do cérebro que é ativada quando alguém tem um pensamento triste” .
Como Miguelangelo conhecia tão bem a anatomia e estrutura do cérebro? Os biógrafos do artista, entre eles Giorgio Vasari, falaram sobre a paixão do artista pelo  estudo da anatomia e como, após essa preocupação, dissecando cadáveres já aos 17 anos, algo que ele teria que fazer em segredo, porque era uma prática condenada pela Igreja Católica. Goren argumenta ainda que ele poderia ter adquirido muito conhecimento durante os seus contatos com Leonardo Da Vinci.
Parece que as famosas teorias conspiratórias estão certas. Outra hipótese que circulou entre os especialistas em neurocirurgia Ian Suk e Rafael Tamargo, publicadas na revista Neurosurgery e faz alusão a uma outra cena: A separação da luz e da escuridão. No pescoço de Deus haveria uma representação precisa de uma medula espinhal e do tronco cerebral humano. “Talvez o artista tenha feito uma  referência à capacidade da ciência em estar a par com a religião, ou mesmo acima” foi a conclusão dos neurocirurgiões. “Mística e Espiritualidade,  ou crítica e descrença? Homenagem ou sacrilégio? O incrível é que mais pesquisadores concluiram o mesmo, como o Dr R Douglas Fields, Ph. D. especialista em sistema nervoso e professor na Universidade de Stanford, que publicou um artigo que foi divulgado também pela Scientific Amercian em 2010.
E ainda há mais: Na parede do altar está a cena do juízo final. Nela, Michelangelo pintou todos os personagens nus, o que custou uma campanha da Igreja para  eliminar todos esses afrescos, coisa que não ocorreu, e o acusaram de heresia. A solução foi pintar em cima “panos de pureza” que esconderam as cenas de nudez, feitas por um aluno de Michelangelo. Estudos recentes afirmam que a intenção do artista era fazer uma crítica aos padrões duplos de moral da época.
E mais ainda: muito mais mensagens que foram deixadas por  Michelangelo na Capela Sistina, parecem ser um mapa de anatomia humana e que  à primeira vista  invisível aos olhos despercebidos.
Afinal, qual o real propósito das pinturas de Michelangelo ? Temos inúmeras hipóteses, cabe a nós deslinda-las e decifrá-las.

Busquemos conhecimento !

bibliografias: El Clarin e Scientific American

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