Cientistas encontram fóssil de espécie humana desconhecida 1


Fossil de mandíbula descoberto no fundo do mar proximo a Taiwain.Cientistas acreditam ser uma espécie ainda desconhecida de hominídeo - arquivo urandir

Fossil de mandíbula descoberto no fundo do mar proximo a Taiwain.Cientistas acreditam ser uma espécie ainda desconhecida de hominídeo – arquivo urandir

Um antigo fóssil humano descoberto no fundo do mar perto de Taiwan revela um grupo primitivo de hominídeo, potencialmente uma espécie desconhecida, uma vez que viviam na Ásia, conforme dizem os pesquisadores.
Estes resultados sugerem que várias linhagens de humanos extintos podem ter coexistido na Ásia antes da chegada dos humanos modernos na região cerca de 40.000 anos atrás, os cientistas acrescentam.
Os pesquisadores envolvidos na pesquisa são  Chun-Hsiang Chang, Yousuke Kaifu, Masanaru Takai, Reiko T. Kono, Rainer Grün, Shuji Matsu’ura, Les Kinsley e Liang-Kong Lin e os resultados da sua pesquisa são intrigantes, pois mostram evidências de uma espécie humana ainda desconhecida.
Embora os seres humanos modernos, Homo sapiens, são a única linhagem humana sobrevivente, outras linhagens, em épocas remotas, existiram no mundo. Linhagens humanas extintas já  encontradas na Ásia incluem os Neanderthal, considerados os parentes extintos mais próximos dos humanos modernos; Os Denisovans, cujo legado genético se estende a partir da Sibéria para as ilhas do Pacífico e da Oceania; o Homo erectus, os ancestrais mais prováveis dos humanos modernos e o Homo floresiensis hobbitlike, que viveu na Indonésia. Estes todos são hominídeos – o grupo de espécies que consistem em seres humanóides e todos os seus parentes
Agora, os cientistas revelaram o primeiro antigo fóssil humano (um lado quase completo de uma mandíbula inferior direita com dentes de aparência primitiva)  que foi encontrado em Taiwan.

Mapa dos principais locais de hominídeosem encontrados na China e a topografia submarina em torno do Canal Penghu-urandir 2015.

Mapa dos principais locais de hominídeosem encontrados na China e a topografia submarina em torno do Canal Penghu-urandir 2015.

O fóssil foi dragado por uma rede de pesca do fundo do mar a cerca 60 a 120 metros abaixo da superfície do Canal de Penghu, localizado a cerca de 15,5 milhas (25 km) ao largo da costa ocidental de Taiwan. O canal foi parte do continente asiático durante a última era glacial , quando os níveis do mar eram mais baixos.
Um pescador desconhecido vendeu o fóssil, agora apelidado de Penghu 1, a uma loja de antiguidades local. Um colecionador local posteriormente encaminhou Penghu 1 ao Museu Nacional de Ciências Naturais de Taiwan após os pesquisadores perceberem o seu significado.
Análise de traços de elementos em Penghu 1 sugerem que o hominídeo viveu provavelmente entre 10 mil e 190 mil anos atrás. A mandíbula e os dentes parecem muito mais primitivos para esta idade, conforme afirmaram os pesquisadores. Durante o Pleistoceno, que durou de cerca de 2,6 milhões de anos a 11.700 anos atrás, os humanos geralmente possuiam mandíbulas e dentes pequenos , mas o novo fóssil de Taiwan é maior e mais robusto do que os mais velhos fósseis de Homo erectus de Java e do norte da China.

Análise da Mandíbula do primeiro homo arcaico de Taiwan - arquivo pesquisa urandir

Análise da Mandíbula do primeiro homo arcaico de Taiwan – arquivo pesquisa urandir

Os pesquisadores disseram que Penghu 1 se assemelha a um fóssil de 400 mil anos de idade encontrado em Hexian, no sul da China, que se localiza a cerca de 950 km ao norte do Canal de Penghu. Os cientistas sugerem que esses fósseis em conjunto, representam um grupo distinto de humanos arcaicos, embora eles advertem que eles ainda não têm provas suficientes para dizer se é uma nova espécie ou não.
“Precisamos de outras partes do esqueleto para avaliar o grau de sua singularidade”, afirmou o pesquisador e coautor do estudo, Yousuke Kaifu, um paleontólogo do Museu Nacional de Natureza e Ciência  do Japão, em Tóquio, e completou em sua entrevista:  “A questão das espécies pode ser efetivamente discutida após esses passos.”
As novas descobertas sugerem que haviam vários grupos diferentes de humanos arcaicos que viveram na Ásia  ao mesmo tempo, alguns um pouco mais primitivos do que outros. “Então os humanos modernos dispersaram para esta região em torno de 50.000 a 40.000 anos atrás, e nos deparamos com um grupo diversificado de hominídeos”, disse Kaifu. “Esta é uma história muito diferente, complexa e emocionante se comparada com o que me foi ensinado na escola.”
Os cientistas detalharam suas descobertas na publicação online da revista Nature Communications n.6, artigo 6037 no dia 27 de janeiro de 2015. Os resultados de suas pesquisas estão abaixo.

A pesquisa dos cientistas vem de encontro ao que os pesquisadores do Projeto Portal vêm investigando já há alguns anos a respeito da origem da raça humana. Segundo Urandir Oliveira, o pesquisador e presidente da Associação Projeto Portal: “A ciência desconhece a verdadeira origem do homem, pois já temos evidências significativas de que não viemos dos macacos.”.

Então, continuamos buscando conhecimento e coletando informações para desvendar o mistério: De onde Viemos!

Os resultados de PCA com base em quatro métricas mandibulares em tamanho padronizado-arquivo de pesquisa urandir

Os resultados de PCA com base em quatro métricas mandibulares em tamanho padronizado-arquivo de pesquisa urandir

Quantidades relativas de F e Na nas amostras ósseas de Penghu Channe - arquivo da pesquisa de urandir

Quantidades relativas de F e Na nas amostras ósseas de Penghu Channe – arquivo da pesquisa de urandir

Ocorrência de mandíbulas grossas e grandes M2s e I1s na Ásia-arquivo pesquisa urandir

Ocorrência de mandíbulas grossas e grandes M2s e I1s na Ásia-arquivo pesquisa urandir

Diversas medições comparadas em percentual entre algumas espécies-arquivo de pesquisa de urandir

Diversas medições comparadas em percentual entre algumas espécies-arquivo de pesquisa de urandir

Comparações das métricas dentárias maxilares (em mm)- arquivo pesquisa urandir

Comparações das métricas dentárias maxilares (em mm)- arquivo pesquisa urandir


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